sábado, 27 de fevereiro de 2010

VAZIO




E agora de que adianta você aqui

Se tudo continua vazio

Momentos eufóricos, instantes de êxtase

O calor que brota da pele,

Mas sem troca, sem aquele olhar

Pois o olhar ainda é de medo

Medo de mudar, medo de não saber amar

Medo de ser amado,

E será, o amor não teme nem a morte

Tudo continua vazio

Tocar você é como tocar espinhos

Esperar você é uma eterna desilusão

Mascara que cobrem nosso ser

Mas será que é mesmo?

Tudo continua vazio

O universo diz que você veio pra ficar

Mas então porque demorar?

Esse vazio faz tudo ficar escuro

E o norte a estrela que me guia até você cadê?

Tudo continua vazio

Meu jardim está sem flores

Não há frutos em meu pomar

Mas continuo a regar

Se tudo continua vazio porque não mudar?

Cair e levantar

E o vazio, esse só você pode mudar.



IMAGEM: http://organismo.art.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/vazio2.jpg

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

OLHOS NEGROS

Não sei como me prendi
E permaneci fixado em seu olhar
Dois olhos negros
Negros como a noite e um brilho
O brilho das estrelas que hipnotizam
Embriagado entrego meu mundo
Giro em torno dele e permaneço fixo
Dois olhos negros
Como fugir se a alma não deixa?
O corpo padece a vontade
Dois olhos negros
Que suprimem meus medos
Que libertam meu ser
Que me guiam numa busca
Que me deixam esperar
Dois olhos negros
Fazem-me infante encantado pela professorinha
Um lobo chorando pela distância da lua
Um labirinto sem fuga
Tudo por dois olhos negros

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Morada


Faça de mim a morada do seu ser
E te farei o alicerce de meus dias
Faça de mim o caminho de tuas alegrias
E te farei o motivo de minha felicidade
Seja as portas do amor infinito
Que estarei pronto para entrar sem olhar pra tras
Traga consigo na bagagem só o que é bom
Que deixarei o resto que nos magoô
Cultive em nosso jardim as cores do amanhecer
Deixer crescer em nossa reserva selvagem frutos doces
Para que colhamos melhores momentos
E nos agraciemos do vermelho e do mais doce mel do amor.


imagem: telas.blogs.sapo.pt/arquivo/236733.html

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

" O amor é uma dor..."

Dor essa que aperta
Loucura que bate a porta
Lágrimas que não escorrem
Perdido
Patético
Carente
Senil
Vontade que percorre meu corpo
Insaciável desejo que só aumenta
Fome de você
Fome de cada momento
Distância
Ilusão
Desprezo
E agora, pedir a quem?
Quem se não você para cessar a dor,
Afogar os desejos,
Clarear meus dias,
Iluminar minhas noites,
E momentaneamente sou um pedaço de nada
Um resto de gente

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PAZ

Faça uma gerra interna
Faça uma busca interna
Mexa com o coração e com a alma
Livre-se do vício
Procure depois de todos os bombardeios a paz
Livre-se do medo
Procure na escuridão as estrelas
Procure em você o amor.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O MESTRE AMIGO

Hoje aprendi as leis
Tudo muito positivo
Mas nos olhos do mestre vi esperança
Em silêncio o mestre dizia
Seja a balança, mas não vende os olhos
E tudo ficou mais cristalino
As leis pulsaram vida
E a norma passou a não ser mais posta
Passou a ser companheira de valor inestimável
E olhos do mestre mais uma vez falaram
Neles o valor da vida, de ser humano
E agora não era mais só um mestre
Era um Mestre Amigo

ps.: Minha homenagem a tantos mestres, mas em especial a Isabel Freitas

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O que eu não sou

Diga você quem sou
E que diferença isso faz?
Não sou nenhum tipo homogêneo
Mas não tão diferente de você
Não tenho os mesmos sonhos e medos
Apenas meus pesadelos são iguais aos seus
Mas mudo a cada alvorecer
Vivo a intensidade do sim
Não padeço aos encantos do não
Obstinadamente tento alcançar o profundo da alma
Olho através da vida a estrada longe de ti
Sou tudo que espero de mim
E não sou espelho para você
Não sou duvida, nem certeza
Não sou meios, nem fins
Não sou apenas corpo ou mente
Mas sou parceiro do tempo
Eterno amante da vida
“Sou cronópio”