sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A MUSA



Eu não sei o que seria de mim sem sua presença
Nem sei se eu seria presente em algum lugar
Sei apenas que o universo conspirou
Em meus sonhos tua imagem já existia
E nesse plano tudo se transformou ao encontrar teu olhar
Foram choques
Foram luzes
Não foi nada disso

Foi você
Bela
Branca
Cálida
Ana
E agora suspiro e não consigo se quer deixar de ti escrever
Poemas, versos, canções
Tudo entrelaçado, conectado
Um emaranhado de laços
Laços que não se desfazem
E agora sou matreiro
Sou menino

Sou seu súdito.

sábado, 21 de novembro de 2009

Conexão...

Laços são fios que conectam almas
Conectam a pureza no homem
Desarmam, derrubam armaduras
Nos deixa livres do medo do outro
Faz-nos crer que na beleza do olhar
E tudo fica furta cor
Porque os laços nos entregam a vida
Permite-nos amar sem nada pedir
Mas espera a troca múltipla e única
Fortificando a teia de sua conexão

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Encontar e perder

Queria encontrar em você toda razão do meu ser

Queria perder em você, tudo que nunca quis de mim

Encontrar-me e perder-se

Na verdade nem achar nem perder

Simples ficar parado a tua espera

Livra-me de minhas mascaras

Olhar no teu olhar

Vesti-me de teu corpo

Despi-me do medo

Amar-te até o por do sol

Fazer com que as ondas batam em meus pés

Liberta-me da ultimas noites que passará sem ti

E agora morrer de amor

E não pensar que você se fora

E que esse sol um dia foi frio

E ressuscitar nos braços que só deveriam ser meus

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O silêncio do som

Em meio ao silêncio surgiu você
Silêncio que se quebrou sem voz
Silêncio que marcou pela troca
Silêncio que não deveria acabar

Logo surgiu o som
Som que multiplicou o querer
Som que fez promessas de ser eterno
Som em meio aos suspiros e sorrisos
Som que não nos deixou partir

Mas agora é o som que prolatou mentiras
Som que confundiu o sentimento
Som que mudou o momento
Som de dor, que criou o muro
As lamurias mostrou o medo
Som que de tão exaltado ensurdeceu o coração

E surdos voltamos ao silêncio
Agora um silêncio de angustias
Silêncio sem respostas ou promessas
Silêncio da solidão
Fundiu, quebrou, arrebatou
Um silêncio, uma surdez, um desencontro.

Julgado coração

Iniciei minhas ações sem temer as sanções
E tudo virou um processo’
Brinquei com o coração
Recebi minha sentença
Sucumbi
Apelei em todos os graus
Embarguei todos os seus motivos
E tudo foi improcedente
Recorri a nós
E tudo transitou
Julgado foi o amor
Executado foi à perda
E preso estou na solidão

domingo, 18 de outubro de 2009

Calidoscópio



Mudei a imagem,
Transformei-a todas em formas diferentes.
Parei de pensar.
Parei de ser o mesmo.
Em formas únicas multipliquei-me
Em mil o ser, que busca mil formas de você
Em mil a intensidade, que busca o mais fundo de você
Em mil o sentir, que paralisa a cada poro teu conectado em mim
E morro, pois só a morte para parar o tempo
E entorpeço na tentativa que nunca termine
Por fim, sempre diferente
Cores que nunca se repetem.
Serei sempre um calidoscópio, um êxtase
Serei a busca eterna por você
Busca eterna na felicidade única de cada encontro
E serei infinito no querer te amar.
O peso das escolhas só torna-se realmente relevantes no momento cume. Um beco sem saída. E por onde passar?
Esse momento é onde se decide tudo. Não tem como regressar as palavras ditas, nem esquecer o que foi feito. Um vazio de idéias. Como agir? Seguir em frente no caminho de volta, e não magoar mais do que já foi magoado?
Em alguns momentos o ponto de partida poderá ser o instante em se reorganizar a vida. Seguir outros rumos, e tentar não cometer os mesmos erros.
Tudo agora é dicotômico, duas partes que se interagem, transpassam entre si, para o equilíbrio natural. Verter e inverter, inventar e reinventar. Criar através do que já foi vivido, um novo momento, sem temer, sem recorrer ao lado obscuro de tudo.
Assim, momento de balancear, mesurar, dividir a vida, entre a responsabilidade de não fugir do racional, mas buscar da vida todas as cores que ele tem para mostrar.
Agora ser “cronópio”.