quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PARAISOS ARTIFICIAIS

O homem quis sonhar,
o sonho governará o homem,
mas esse sonho será filho de seu pai.

O ocioso procurou introduzir artificialmente o sobrenatural na sua vida e no seu pensamento,
mas, apesar de tudo, e não obstante a energia acidental das suas sensações,
é apenas o mesmo homem aumentado,
o mesmo número elevado a altíssima potência.

É subjugado, mas por sua infelicidade,
é subjugado por si mesmo.

“QUIS SER ANJO, TORNOU-SE ANIMAL”.

Momentaneamente poderosíssimo,
se é que se pode chamar poderosa a uma sensibilidade excessiva,
sem governo que a modere ou aproveite.
Morfeu Medeiros
09/09/2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009



"Todo conformismo é confortável, passivo e sempre pouco
criativo. Mas as ousadias são incômodas e, quando tecidas com
talento, prazerosas. (...) Os fios da arte, os mistérios de Ariadne
estavam todos lá, em labirintos de silêncio. Só quem não se
incomodou foi que deixou de perceber".

Tércia Montenegro

sábado, 5 de setembro de 2009

Devaneio

É impossível passar o tempo sem que você esteja nos ponteiros
É impossível esperar morrer sem segurar sua mão
É impossível escrever sem você pra ser a expiração de cada frase
É impossível não sentir a angustia de ficar longe
É impossível esperar seu momento
É impossível não ser presente

E que faço agora com tantas impossilibidade?
Espero que tudo seja possível
Espero que o medo vá imbora
Espero que fiquemos a sós
Espero que você sinta o desejo irrefreável
Esperar o que?

É possível quebrar barreiras
É possível multiplicar o querer
E nele viver a poligamia do estar perto
É possível a entrega sem a culpa e nem a cobrança
De ter que se estar sempre ali
Apesar que sempre estarei ali
Na quela escuridão onde só você ver minha alma

E agora não há mais espera
Esperar o que de mim e de você?
Esperar apenas que tudo tenha a mesma magia
Magia da entrega sem a moral
Moral que já não existe.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Medo

Medo presente
Medo parceiro de nossa empreitada
Medo que nos persegue todos os instantes
Medo que guia nossos passos
Como uma mãe que guia um filho que acabará de aprender a andar
Como uma guia de cão que não o deixa ir além
E não nos deixa viver.

Medo que cega
Medo que não nos deixa olhar
Medo que não nos deixar perceber
Medo que nos venda da verdade
Mas tudo se finda quando falta a verdade
Essa que é mais forte e brava
Duradoura por ser verdade
Verdade que liberta
Verdade que ama.

Não nos deixemos escravizar
Pois o medo é arma da falsa moral
O medo são nossos próprios preconceitos
De não aceitarmos que somos iguais, e capazes
Vençamos o medo
Deixemos as portas abertas para a vida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

INCERTO

Incertezas transem consigo duvidas
Não sei por onde começar
Nasce um vazio diante a dor
Não doe, mas angustia

Porra de não se apegar
Medo pro inferno

Fica decretada a liberdade
Fica decretado meus desejos
Fica decretado você
Fica decretado que estou na esquina
Como disse o poeta “sem pai nem mãe”
De peito aberto, esperando tiros de seus olhares

Porra de não se apegar
Medo pro inferno

Fica perto
Não vai pra longe
Não diz que não
Não fecha os punhos
Não me fuzila com olhos
Não menti dizendo que não quer
Não vai doer

Porra de não se apegar
Medo pro inferno

Então me mata, mas primeiro me ama
Então deixa minha cama, mas não deixa meus dias
Então finge que não é contigo, mas fica comigo
E então me beija

Porra de não se apegar
Medo pro inferno

E agora quero tudo e nada
Quero matar a vontade
Quero não entender
Quero que compreendas,
E que não esqueças
Que antes de tudo, somos mais que isso

E espero que o medo esse vá pro inferno mesmo
Mas se apegar que seja ou não seja.

"Habitar os porquês"

Acabei de ler um poema de Joana: Para habitar um lugar profundo. E fragmentos dos momentos que passo, me faz compreender profundamente esse “habitar os porquês”. Sinto-me perdido. Um vazio. Os porquês estão me deixando apreensivo. O cruel porque me faz pensar o porquê, em meio das fugas, de te ter encontrado. E quero que seja pra sempre, a metade que eu buscava. Contudo, a dúvida de quem eu deveria ser e com quem deveria estar se foram. No entanto, os porquês que sempre existiram abriram minha mente para que a vida que eu levava era um engano. Acredito agora que está sozinho seria a melhor escolha. Uma vida livre com apenas um compromisso. Mas não será a mesma vida, porque faltará você. E que diferença isso faz? Meus medos. E tudo volta átona. Seria mais fácil saber que você estará sempre lá. Mesmo depois da meia noite, das noitadas, depois do nada. E agora? O que fazer? Por quê? Para quê? Pra onde? Mas não deixarei de habitar os porquês. Neles encontrarei as eternas duvidas e minhas respostas.

domingo, 23 de agosto de 2009

A DANÇA

“Dançava assim… cumpureza d’alma”
E a musica tocava, como se tocasse a alma
E eram dois, mas parecíamos três
E aquela dança que, mas parecia envolver almas,
Conectou-nos em um espaço único
Eles dançavam como se só existisse o som
A perfeição do balanço e a melodia
Faziam seus corpos um só
Uma sincronia quase que divina
Uma beleza pura e quase sexual
Corpos perfeitos
Uma musica que hipnotizava
Um momento inexistente em meios a meros mortais
Mas tudo foi único, puro gozo.